terça-feira, 30 de julho de 2013

Entrevista com Andreas Kisser guitarrista do Sepultura


 1. Conte brevemente como foi o seu início na música? Quais suas principais influências?

Andreas Kisser: Eu comecei na música aos 12 anos tocando violão. Na época eu escutava MPB e depois comecei a escutar mais rock. O Kiss e o Queen foram as primeiras bandas de rock que comecei a escutar e aí fui para a guitarra e passei a curtir bandas mais pesadas como Black Sabbath, Def Leppard, Iron Maiden, Slayer e Metallica. O Kiss foi o meu primeiro grande show de rock com toda aquela pirotecnia e a partir daí eu fiquei com vontade de seguir essa carreira!

2. Como está sendo a Kairos Tour 2012?

Andreas: A Kairos Tour tá sendo fantástica! O disco está sendo muito bem aceito mundo afora. A gente ficou muito feliz com esse projeto. Ficamos este ano de quatro a cinco meses na estrada. Tocamos em grandes festivais como Rock´n Rio, Orion Festival do Metallica e o Wacken Open Air. E ainda teve a entrada do Eloy Casagrande na batera que trouxe ainda mais gás para a banda.

3. Qual sua expectativa em tocar no “Barge to Hell” com outras bandas de death e black metal em dezembro deste ano?

Andreas: Vai ser o nosso último evento de um ano que foi muito proveitoso. Já estamos no processo de composição e no ano que vem estaremos gravando um novo álbum do Sepultura. 

4. Como foi o show do Sepultura no Wacken Open Air 2012 com o Les Tambours Du Bronx?

Andreas: Foi maravilhoso! Fizemos o show no Wacken a primeira vez em 2011 e outro seguido em 2012, o que é difícil porque eles sempre trocam as bandas que tocam lá de um ano para outro. Neste este ano no Wacken fizemos um show que nem o do Rock´n Rio e que em 2013 iremos tocar lá de novo e gravar um DVD. Vai valer para registrar. O show de 2011 roubou a cena com o Les Tambours Du Bronx e no ano que vem tocaremos no palco principal.

5. Eu me lembro que você tinha um projeto de programa de TV. Já tem alguma previsão de emissora e de quando deve ir ao ar?

Andreas: Infelizmente a gente não conseguiu muita coisa. Fizemos um piloto com o Dinho Ouro Preto que foi o convidado. Foi uma experiência muito boa, pois o projeto foi bem arquitetado, mas não vingou. Como eu viajo muito também fica difícil de seguir com isso.6. Como foi para você tocar com o Anthrax substituindo o Scott Ian na turnê do Big Four?

Andreas: Foi fantástico! Foi surreal! Fiquei muito feliz com o convite. Foi o próprio Scott Ian que me chamou. A química com a banda foi excelente e foi uma honra representar o Brasil no Big Four. Fiquei muito feliz e foi um privilégio. Foi uma experiência inesquecível!

7.Além do seu trabalho com o Sepultura, você já tocou com muita gente boa da música mundial. Como você consegue transitar tão facilmente nesses diversos "universos" musicais? 

Andreas: Tenho uma cabeça bem aberta, sem preconceitos. O pessoal do metal é muito pacífico e curte o som. Eu conheci tanta gente por ter essa cabeça aberta que já toquei com Lobão, Caetano, Chitãozinho e Xororó, entre outros. É legal representar o metal junto a esses estilos. Sempre curti música e gostei de conhecer as pessoas no backstage é um privilégio. Eu gravei uma música no último álbum do Chitãozinho e Xororó. Afinal, música não tem fobia e no final tá todo mundo falando da mesma coisa!

8. Você pensa em fazer um projeto solo seu em paralelo ao Sepultura?

Andreas: Eu fiz um disco solo que saiu em 2009 (Hubris I & II) que tem participações de Zé Ramalho, Rappin'' Hood e Toni Bellotto. É um disco bem livre. O próprio tempo com o Sepultura não deu muito tempo para promover esse trabalho. Convidei o Zé Ramalho, o André Abujamra e vários outros músicos que conheci. Vamos ver se no ano que vem tento fazer um segundo CD solo. 

9. Quais os seus próximos projetos na sua carreira?

Andreas: Lançar o DVD do show do Rock´n Rio, gravar o CD do Sepultura e finalizar a turnê do Kairos. Tocamos desde Lisboa até a Sibéria. Foi um ano muito bom prá gente!

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